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"Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento" Colossenses 2.3

quarta-feira, 27 de junho de 2012




Quando lemos os evangelhos, ficamos maravilhados quando Jesus demonstrava sua autoridade quer seja sobre a natureza, os espíritos demoníacos e ainda sobre toda espécie de enfermidade. Jesus curou leprosos, deu visão aos cegos e fez com que paralíticos andassem. Não precisamos ter nenhuma dúvida quanto ao ministério de cura de Jesus.  No entanto, muitos acabam confundindo as coisas. Assim, temos em voga a Teologia da Saúde que afirma que o crente não fica doente ou que Deus irá curar toda doença ao que responde com fé. Será assim mesmo? O que a Bíblia tem a nos ensinar? 

Um texto muito usado pelos "evangelistas" da saúde é o de Isaías 53.4: "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si". Em nenhum momento questionamos o ensino da Palavra de Deus. Mas, será que estamos compreendendo mesmo o que o texto está dizendo? Será que a Bíblia está dizendo que Jesus irá curar as enfermidades de todos os crentes? O que o profeta registrou, certamente se confirmou. Jesus operou sinais e maravilhas durante o Seu ministério terreno. Não significa que Ele tenha curado a todos de sua época. No evangelho de Marcos encontramos uma indicação disso: "E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades " (1.34). O texto fala de muitos e não de todos. O que queremos dizer é que Jesus cura, mas não significa que Ele irá curar a todos.

Passeando um pouco pelo Novo Testamento encontramos Epafrodito, a quem o apóstolo Paulo reconheceu:"irmão e cooperador, e companheiro nos combates" (Filipenses 2.25). A esse mesmo servo de Deus, Paulo testificou:  "E de fato esteve doente, e quase à morte" (Filipenses 2.27). Epafrodito ficou doente, mesmo sendo sendo cristão, mas segundo o propósito divino Ele foi depois curado. Passeando mais um pouco pelo Novo Testamento encontramos Timóteo, a quem o apóstolo Paulo recomendou para que bebesse um pouco de vinho por causa de seu estômago e de suas "frequentes enfermidades" (1 Timóteo 5.23). Já de Timóteo não se fala de cura, mas sim de tratamento e cuidados com a saúde, pois constantemente ficava debilitado fisicamente. Se continuarmos com esse passeio, logo encontraremos Trófimo, companheiro do apóstolo Paulo, que se encontrava "doente em Mileto" (2 Timóteo 4.20).  Ah, podemos citar mais um exemplo. O próprio apóstolo Paulo: "Embora a minha doença lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo ou desdém; pelo contrário, receberam-me como se eu fosse um anjo de Deus, como próprio Cristo Jesus" (Gálatas 4.14 - NVI). Se o cristão não pode ficar doente, como então explicar tais passagens?

Quando pensamos na Teologia da Cruz, entendemos que Jesus levou sobre si todos os nossos pecados. Isso não significa que não iremos deixar de pecar, pelo menos enquanto não tivermos um corpo glorificado. O pecado habita em nós (Romanos 7.17, 20). Contudo, o pecado não tem mais domínio sobre o nosso viver (Romanos 6.14). Fomos verdadeiramente libertos (João 8.36). Se os "evangelistas" da saúde usassem o mesmo princípio de interpretação, então ficaria mais ou menos assim: na Cruz Jesus leva sobre si todos os nossos pecados e maldições, mas não significa que não iremos pecar mais, como também não significa que nunca mais ficaremos doentes. No entanto, está garantido. Um dia teremos um novo corpo, sem pecado, sem maldição ou enfermidade. Então, por fim, seremos semelhantes a Jesus. Veremos que nesse dia "não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas" (Apocalipse 21.4).

Pr. Adriano Xavier Machado

quinta-feira, 21 de junho de 2012


O que importa é o mais importante?

Não sejais descuidados no zelo; sede fervorosos no espírito. Servi ao Senhor.”   Romanos 12.11 (AS21)

         É impressionante como o ritmo em que vivemos parece ser acelerado em todo tempo. A velha expressão de que o tempo passa rápido é sempre uma boa desculpa para nossa falta de zelo pelo bem estar físico, emocional, familiar, profissional, educacional e por que não, o espiritual?
         Não é uma questão de saber o que é mais importante, mas sim de saber o que realmente importa.
         Quando nos percebemos seres que foram criados à imagem e semelhança de Deus, e lavados pelo sangue do Cordeiro, temos com isso responsabilidades entre as oportunidades que a vida nos concede.
         Na família ficamos tão presos e pressionados no Ter, que nos esquecemos de Ser; na vida com Deus, ficamos tão pressionados no Fazer que nos  esquecemos que Ser é o bastante; na vida da comunidade de fé ficamos tão absorvidos pelo desejo de bem estar, que esquecemos que podemos ser a causa do mal estar.
          Enfim, o mais importante será sempre aquilo que realmente importa. E enquanto não descobrimos que a vida em seu dinamismo não deve ser um simples viver, mas um experimentar da presença e companhia Daquele que segue na caminhada ao nosso lado!

inconstante, mas seguindo adiante!

numa busca constante me descubro inconstante!
me descubro acordando irritado com o mundo e com a vida
até que o Pai me surpreende com o sol especial do outono que me informa que a vida é para ser vivida!
me descubro certo em fazer algo que de certo não tem absolutamente nada; afinal de contas,
que certeza podemos ter a não ser aquelas que o Pai imprime pela fé em meu coração?
numa busca de ser constante, me descubro perdendo oportunidades que a inconstância
me dá: de ser maleável, tratável... misericordioso!
na lida da vida não quero mais ficar tão certo sobre tudo;
quero mais é ter dúvidas, medos, incertezas e seguir pela vida inconstante, mas com
a certeza do cuidado constante do Pai pelos seus!

seguir adiante, esta é a única constância que quero ter...
se tiver que mudar de opinião, mudarei!
se tiver que pedir perdão, pedirei!
se tiver que reavaliar minha ação, reavaliarei
se tiver que pedir ajuda, pedirei
se tiver que dizer que não sei, direi

apenas não quero me enganar pensando que:
já sei...
não preciso mudar
não preciso pedir perdão
não preciso reavaliar
não preciso pedir ajuda
não preciso saber mais... afinal de contas, já sei!
sou constante...

Miserável homem quem sou... Mas graças a Cristo
Jesus que com grande poder com que me salvou, assim
também me amou e continua a me amar!

enfim, posso ser inconstante sim... mas sigo adiante
debaixo da bênção do Pai!